Alimentação escolar aliada ao rendimento escolar

Por julho 13, 2018Notícias, Paula Dorigatti

A qualidade da alimentação influencia diretamente no crescimento, desenvolvimento e rendimento escolar dos estudantes, através de uma alimentação nutricionalmente equilibrada. Além disso, da alimentação escolar decorre uma importante política para enfrentar a nutrição precária das nossas crianças, em razão da má alimentação.

O Brasil possui um dos mais importantes programas alimentares do mundo aplicados as escolas públicas, o Pnae – Programa Nacional de Alimentação Escolar, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Nosso país conta também com a Resolução FNDE nº 38/2009 e a Lei nº 11.947 de 16 de junho de 2009, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. A referida lei introduz a educação alimentar e nutricional como um dos seus eixos. As normatizações do Pnae neste sentido puderam ser percebidas a partir do ano de 2006, com a publicação da Portaria Interministerial nº 1.010/2006, que definiu como primeiro eixo prioritário a promoção da alimentação saudável nas escolas e as ações de educação alimentar e nutricional.

A má alimentação pode culminar em diversas doenças não transmissíveis, desencadeadas pelo baixo peso ou pelo excesso de peso, todas determinadas a partir do cálculo do IMC – índice de massa corporal. No Brasil, a fome e a desnutrição são graves problemas socias, porém o nosso maior problema é com a obesidade infantil. A obesidade é a maior causa das mortes na atualidade, de forma direta ou indireta, matando mais do que todas as outras doenças juntas. É importante compreender que a obesidade em si não é uma doença, mas sim a causa de diversas outras doenças.

Existe um antigo provérbio alemão que diz que “o homem é o que come”, isso significa que a alimentação indica a condição social e os aspectos da formação cultural de cada indivíduo. Comer é, sem dúvida, um dos maiores prazeres da vida. Os sabores dos alimentos podem ser usados para o fortalecimento da nossa saúde ou para nossa destruição. Vemos aí como é importante estabelecer uma relação saudável com a nossa comida, pois dessa relação dependerá a nossa saúde e dela todo o bom rendimento esperado para que possamos desempenhar as nossas atividades rotineiras, desde as mais simples até as mais complexas.
É importante que a escola enxergue a alimentação como uma extensão da sua proposta pedagógica como um processo educativo transversal. Precisamos lembrar que mudar hábitos alimentares é mexer com toda a cultura familiar, com objetivo de adapta-las dentro das suas diferentes realidades sociais. A contribuição de um nutricionista e de um gastrônomo será fundamental nesse processo. Contudo, além de orientar, a escola deve contribuir para formação de hábitos alimentares mais saudáveis, que culminará no desenvolvimento integral dos estudantes.
Hoje temos a informação acessível ao clique de um teclado. Como isso, quebramos antigos paradigmas de que alimentação boa é alimentação cara. Pelo contrário! Contamos com diversas bibliografias publicadas que nos ensinam as propriedades de cada alimento e sugerem formas de prepara-los de maneira saborosa. Temos a chamada “cozinha alternativa” que nos direciona a preparar alimentos saborosos para as pessoas com algum tipo de restrição alimentar (intolerâncias e alergias); nos ensina sobre o ATA – aproveitamento total dos alimentos, que nos dá a possibilidade de suprir necessidades nutricionais com partes que costumeiramente vão para o lixo (talos e raízes cheios de vitaminas); Trata dos superalimentos, que são alimentos frescos e orgânicos que tem algo especial a nos oferecer nutricionalmente (além da possibilidade da valorização a agricultura familiar). Por exemplo o abacate, o brócolis e a maçã; e versa ainda sobre as PANC´S – Plantas alimentícias não convencionais. Significa que são plantas comestíveis, mas que não são produzidas ou comercializadas em grande escala, possivelmente pelo desconhecimento de grande parte da população. Um bom exemplo de PANC é a “ora-pro-nóbis”, folha verde, neutra e suculenta, conhecida pelo seu alto teor de proteínas e fibras.

Sabemos que em sua maioria, os hábitos alimentares praticados na vida adulta são adquiridos durante a infância. Assim, é muito importante estimular as nossas crianças a terem hábitos saudáveis. É preciso lançar mão de toda teoria disponível, mas sem esquecer que o exemplo é a forma mais eficaz de se educar.

Bibliografia
UCHOA JR, João. Só é gordo quem quer: emagrecimento.17ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1986.

CORONA, Jane; CORONA, Nara. Faz bem pra quê?: A ciência por trás do alimentos. 1ª edição. Rio de Janeiro: Senac Rio de Janeiro, 2016.

WATANABE, Tereza Toshiko. Alimente-se bem: Fundamentos, estratégias e realizações. São Paulo: Sesi, 2006.

STURMER, Joselaine Silva. Reeducação alimentar: Qualidade de vida, emagrecimento e manutenção da saúde. 10ª edição, Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

VIDAL, Eunice Leme. Saúde com sabor: Receitas para uma vida saudável. 1ª edição. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012.

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